Pare de fugir do sol
Se eu lhe perguntar quem é você? O que você diria?
É muito provável que você responda com várias características da sua personalidade: sou falante, simpática, gosto disso, odeio aquilo… A gente também se identifica muito por aquilo que a gente faz, então talvez você tenha dito: sou advogada, sou mãe, sou esposa, etc.
Normalmente, a gente acha que é a nossa personalidade. Mas a personalidade é um artifício, é algo que a gente criou para sobreviver no mundo, para atender às expectativas dos outros. Você pode ter sido uma criança introspectiva e centrada, mas aprendeu que bonito mesmo era ser espalhafatoso e falante, era assim que a sua mãe queria que você fosse, seja qual for o motivo. Para se sentir amado, você criou uma máscara, que nada tem a ver com quem você é de verdade… mas você já a está usando a tanto tempo que nem você mesmo se lembra mais do que está por baixo.
Então faça essa reflexão agora…
Você se lembra de quem era antes de se transformar naquele que seus pais e a sociedade queriam que você fosse?
A nossa “personalidade” vai sempre mudando conforme o que é valorizado pelo nosso entorno. Se todo mundo acha lindo ser alegre e extrovertido, tenho que ser assim mesmo quando estou triste. Como um palhaço no circo.
Ou seja, quando a gente acredita que a nossa “personalidade” é quem a gente é, somos altamente influenciáveis.
Hoje eu acho isso, quero isso. Amanhã, tô sob outra influência, outra moda… então os meus desejos mudam.
O problema é que estes exemplos externos que seguimos muitas vezes não tem nada a ver com quem a gente REALMENTE É.
Na verdade, é quando a gente perde o contato com este nosso ser essencial que a gente cria a nossa personalidade. Quanto mais inseguros somos com a nossa unidade pessoal, com quem somos na essência, mais defendemos nossa personalidade.
A personalidade é formada pela educação, as instruções, as opiniões alheias, tudo o que veio de fora, o que foi adquirido. A personalidade é sempre baseada nas opiniões e expectativas DOS OUTROS em relação a nós, e não em quem realmente somos.
A gente pode começar a usar a nossa personalidade a serviço do nosso ser essencial, colocando-a no seu lugar. Mesmo porque a gente precisa dela para se estar no mundo. Mas vamos deixar claro. O patrão aqui é o ser essencial. A personalidade é quem tá a serviço! Só que se a gente não ficar atento, ela quer virar patroa, e é aí que a gente se perde de si mesmo.
Os novos humanos estão fazendo o retorno para a essência.
Que você possa caminhar com a gente!
